[ARENA] Fwd: CFP: MEDITERRANEAN CONFERENCE OF AESTHETICS | CONGRESSO MEDITERRÂNICO DE ESTÉTICA | Lisbon | 26 a 28.10.2017

Eduarda Neves eduardadn gmail.com
Domingo, 21 de Maio de 2017 - 23:59:11 WEST


*ver versão em português mais abaixo*



*MEDITERRANEAN CONFERENCE OF AESTHETICS*


Lisbon, October 26-28

CFP deadline: June 12th




*CALL FOR PAPERS*


There is nothing new about associating art criticism to a state of crisis.
Ever since its beginnings criticism has been either born out of crisis or a
generator of crisis: a crisis of paradigms, of principles, of judgment.
What is new today however is the triple configuration of our contemporary
crisis:


(1) A crisis of inoperativeness and muteness: there is today an
unprecedented production of program notes, exhibition guides, art books,
exhibition flyers, academic database texts, a massive production that no
one seems to read and with an almost irrelevant role in the discussion and
configuration of the different artistic territories.


(2) Artists wish, seek, and encourage the writings about their practice,
but at the same time distrust the word of criticism and perceive it as
suspicion and sometimes as treason.


(3) A judgment crisis: the assessment of artworks has been superseded by
new forms of confirming their artistic value that fully dispense the
contribution of critical thinking. The reflection generated by the artworks
has been substituted by logics of circulation (in exhibitions, biennials
and triennials) and communication. Likewise, the powerful personal
mythology built around certain artists produces works that are
“instantaneous classics” immune to all debate, experience and criticism.


The triple crisis mandates that we think about what art criticism can still
do.


In this context one should consider not only an ontological or semantic
criticism but also a critical practice that extends to artistic production
and exhibition. It is required that we look for the meaning of criticism in
public space, in the connection to other epistemological realms such as
philosophy, aesthetics, art history and curatorship, among other discourses.


It is not enough to specify the singularity of the discourse produced by
the criticism but to know what interactions can be established between the
worlds of art and the worlds of criticism.


To foster an empirical and reflexive approach between criticism and a whole
set of new instances of legitimization of the artworks, requires that they
interrogate their actual conditions of exercise in the territory of the
contemporary art, more and more dominated by chains of economic use.


The fact that crisis has become a natural aspect of daily life has expanded
to art’s territory and thus revealed that economic value is still the
reference that frames and qualifies the artwork.


It is not so much a question of insisting upon the crisis affecting art
criticism but rather the task of thinking about the operative possibility
of this activity vis-à-vis the international morphology of contemporary art.


Papers in the following areas are particularly welcome:

·         Philosophy of criticism

·         Axiology of arts – art, criticism and production of value

·         Implementation of the arts

·         Speculative realism and contemporary art

·         Realistic and materialistic approaches to contemporary art

·         Criticism versus curatorship

·         Geographies of criticism

·         What reasons for criticism and aesthetics in the age of
curatorship?

 The call is open for submissions of 20-minute presentations in theareas of
Philosophy, aesthetics, art history, curatorial studies, art and literature
theory, art criticism, architecture theory and criticism, visual arts
studies, cinema studies, musicology and other fields of contemporary
artistic practice.


Proposals should have a maximum of 500 words (spaces included) and may be
submitted until* June 12th* to the email critica.conf2017  gmail.com in one
of the four work idioms (Portuguese, Spanish, English and French). The
proposal should also include the title of the paper and a bio with the
maximum of 5 lines.


All proposals are to be reviewed by two members of the Scientific Committee
and results will be released on *August 4th*.


Accepted proposals have to be confirmed through paid enrollment until *August
15th*.


A book with a selection of the Conference papers will be later edited.


More information: http://mediterraneanconf.weebly.com/


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*CONGRESSO MEDITERRÂNICO DE ESTÉTICA*

Lisboa, Outubro 26-28

*CFP aberto até 12 de Junho*



*CHAMADA PARA COMUNICAÇÕES*


​
Não há novidade alguma na associação da crítica de arte a um estado de
crise. Desde a sua origem que a crítica nasce de uma crise ou provoca uma
crise: de paradigmas, de princípios, de julgamento. O que se apresenta como
novidade é a fisionomia que nos nossos dias essa crise apresenta a qual, de
um certo ponto de vista, é tripla:


[ I] Uma crise de inoperância e mudez: nunca houve tanta produção de folhas
de sala, guias de exposição, livros de arte, texto a acompanhar exposições,
textos em bases de dados académicas, produção esta que ninguém parece ler e
 cuja eficácia no debate e configuração dos diferentes territórios
artísticos é quase inexistente.


[ II ] Uma crise de confiança: os artistas desejam, procuram e incentivam
que sobre a sua prática se escreva mas, simultaneamente, desconfiam da
palavra da crítica tomando-a como suspeita e, por vezes, como traição.


[ III] Uma crise judicativa: o espectro da avaliação das obras de arte deu
lugar a novas instâncias de confirmação do valor das mesmas mas nas quais o
pensamento crítico tem pouco (ou nenhum) lugar. O pensamento gerado sobre e
acerca das obras foi substituído por lógicas de circulação (em exposições,
bienais, trienais) e  comunicação. De igual forma, a construção, em torno
dos artistas, de uma fortíssima mitologia pessoal, produz obras que são
“clássicos instantâneos”[ Allisson Gingeras]  imunes a qualquer debate,
experiência e crítica.

Uma crise tripla que nos obriga a  pensar sobre o que pode ainda a crítica
de arte.


No quadro desta reflexão, trata-se de considerar não apenas uma crítica de
perfil ontológico ou semântico, mas, ainda, a prática de uma crítica
alargada aos contextos de produção e exposição.


Procurar o sentido da crítica no espaço público, a relação que estabelece
com outros campos epistemológicos como a filosofia, a estética, a história
da arte, a curadoria, entre outros discursos.


Não basta especificar a singularidade do discurso produzido pela crítica da
arte mas saber quais as interacções que se podem estabelecer entre os
mundos da arte e os mundos da crítica.


Potenciar uma aproximação empírica e reflexiva entre a crítica e todo um
conjunto de  novas instâncias de legitimação das obras, requer que
interroguemos as suas reais condições de exercício no território da arte
contemporânea, cada vez mais dominado por cadeias de cooperação económicas.


A naturalização da crise na vida quotidiana, a sua dimensão retórica e
colonizadora, expande-se ao território da arte, revelando que continua a
ser o universo da valorização económica o universo de referência que
enquadra a obra e a qualifica como tal.


Não se pretende reforçar o discurso em torno da crise da crítica da arte
mas, antes, pensar a possibilidade  operativa desta prática  face à
morfologia internacional do campo da arte.


São especialmente bem-vindas comunicações no âmbito dos seguintes domínios:

·         Filosofia da crítica

·         Axiologia das artes – arte, crítica e produção de valor

·         Implementação das artes

·         Realismo especulativo e arte contemporânea

·         Aproximações realistas e materialistas à arte contemporânea

·         Crítica versus curadoria

·         Geografias da crítica

·         Que razões para a crítica e a estética na idade  da curadoria?

Assim, aceitam-se propostas para apresentação de comunicações, de não mais
de vinte minutos, nas áreas da filosofia, estética, história da arte,
curadoria, teoria da arte e da literatura,  crítica da arte, estudos de
artes visuais, teoria e crítica da arquitectura, estudos de cinema,
musicologia, entre outros domínios da prática artística contemporânea.


As propostas deverão ter, no máximo, 500 palavras (espaços incluídos) e
deverão ser enviadas até *12 de Junho*, para o email para o email
critica.conf2017  gmail.com , numa das quatro línguas de trabalho deste
congresso (português, inglês, francês e espanhol). A proposta deve
igualmente incluir o título da comunicação e uma bio com o máximo de 5
linhas.


Todas as propostas serão avaliadas por dois membros da comissão científica
e os resultados comunicados até ao dia *4 de Agosto*.


As propostas aceites terão de ser confirmadas através da inscrição e
respectivo pagamento até ao dia *15 de Agosto*. Após esta data a
organização não se responsabiliza pela integração das propostas no programa
final do congresso.


Será posteriormente editada uma publicação com uma seleção das comunicações
do Congresso.


Mais informação em: http://mediterraneanconf.weebly.com/


*CEAA | Centro de Estudos Arnaldo Araújo*
Escola Superior Artística do Porto
Largo de S. Domingos, 80; 4050-545 Porto - Portugal
Tel: (+351) 223 392 130 <+351%2022%20339%202130>; Fax: (+351) 223 392 135
<+351%2022%20339%202135>
www.ceaa.pt
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