[ARENA] O TEMPO E O MODO _ EXPOSIÇÃO_últimos dias_até 28 fevereiro _Pavilhão 31_Lisboa _ _ _

paulo mendes paulomendes21 gmail.com
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2015 - 09:48:14 WET


{ últimos dias da exposição }


*O TEMPO E O MODO, *

*PARA UM RETRATO DA POBREZA EM PORTUGAL*



*Pavilhão 31*

De 16 Janeiro a 28 de Fevereiro 2015


*WWW.PLANOGEOMETRICO.COM/OTEMPOEOMODO
<http://www.planogeometrico.com/OTEMPOEOMODO>*

+ info >
https://www.facebook.com/events/679020598883814/698879503564590/?notif_t=like



O TEMPO E O MODO é uma proposta de investigação e de criação, através de
documentação escrita, impressa, fotográfica e de uma série de novos
trabalhos artísticos, sobre a Pobreza em Portugal, sendo o resultado de
toda esta pesquisa documental e visual apresentada numa exposição e
registada num livro.



 UM PROJECTO de

*PAULO MENDES*

*EMÍLIA TAVARES *



TRABALHOS de

*GUSTAVO SUMPTA*

*HUGO CANOILAS*

*JOÃO TABARRA*

*MARGARIDA CORREIA*

*MARIA TRABULO,*

*NUNO RAMALHO*

*PEDRO BARATEIRO *

*RENATO FERRÃO*



CONTRIBUIÇÕES de

*AUGUSTO BRÁZIO*

*NELSON D’AIRES*

*PAULO PIMENTA*

*PEDRO VENTURA*

*VALTER VINAGRE *



INVESTIGAÇÃO de

*FREDERICO AGÓAS*

*JOSÉ NEVES*

*RITA SÁ MARQUES*





*SEMINÁRIO*

*Política, AUSTERIDADE E Emancipação: a metrópole em Tempos de Crise *

*ORGANIZADO POR **UNIPOP*



COM A PRESENÇA de

*ANTONIO NEGRI*

*ANTÓNIO B. GUTERRES*

*EDUARDO ASCENSÃO*

*INÊS GALVÃO*

*JUDITH REVEL*

*NUNO RODRIGUES*

*NUNO SERRA*

*OTÁVIO RAPOSO*



 Pavilhão 31

Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa - Hospital Júlio de Matos

Avenida do Brasil, 53, Lisboa



*O TEMPO E O MODO,**PARA UM RETRATO DA POBREZA EM PORTUGAL*

Indicadores económicos recentes revelam que, em Portugal, pela primeira vez
desde a década de 90 do século XX, o nível de pobreza aumentou. Segundo
dados recentes avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a
taxa de pobreza é de 18,7% - afecta mais de dois milhões de pessoas.

Segundo o INE, um quarto (24,7%) da população está em risco de pobreza.
Olhando para estes segmentos da população, há conclusões inultrapassáveis
que ressaltam destes números: os menores de 18 anos, as famílias com filhos
a seu cargo e os desempregados são os mais afectados. São grupos sociais
frágeis que estão mais expostos, e sobre os quais a iminência das ondas de
choque sociais são mais violentas.

A pobreza foi uma das condições sociais que mais foi combatida, em todos os
quadrantes políticos dos regimes democráticos, num espírito de
solidariedade social mínima visando erradicar a exclusão económica num
estado de prosperidade. O denominador comum do discurso e acções políticas,
teve um rosto público bem identificado: ‘Estado Social’, que uns defendem
como sistema de erradicação das exclusões (económica, social e cultural), e
outros rejeitam argumentando com a sua  insustentabilidade económica.

O ultraliberalismo e o pós-capitalismo selvagens tornaram de novo a pobreza
um assunto presente, em sociedades e países desenvolvidos, duma forma que
se torna a cada dia demasiado evidente. De forma abrupta, a pobreza, e por
arrastamento a exclusão social, não é um índice que já só interessa aos
países sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, mas que grassa na Europa,
no nosso quotidiano e em sociedades que julgávamos ao abrigo da mesma.

Esta é, sem dúvida, uma das mais perigosas ameaças à estabilidade social e
política com que a Europa e o mundo se defrontam, já que a pobreza tem
funcionado, ao longo da história, como um dos principais responsáveis por
conjunturas de totalitarismo e de maior injustiça social.

No final dos anos setenta assistimos em Portugal à falência das utopias
pós-revolucionárias e à integração europeia que prometeu um país económica
e socialmente próximo dos estabilizados padrões europeus. Seguiu-se a
desregulação dos apoios da comunidade europeia e a progressão da corrupção
num regime de impunidade jurídica e política.

A crise do sistema financeiro internacional, que teve o seu início em 2008,
acarretou consequências brutais para as economias europeias mais débeis,
arrastando países como a Grécia, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal para
um retrocesso da qualidade de vida sem igual, uma perda inimaginável há
alguns anos atrás. Abruptamente deu-se o regresso a padrões sociais de há
vinte ou trinta anos. Os sistemas económicos liberais aproveitam para
efectuar uma “purga” nas concessões ou conquistas, conforme o ponto de
vista, ao movimento operário. O que levou décadas a materializar perdeu-se
num ápice, tendo a crise como escudo protector.

Por isso mesmo, o pensamento cultural e artístico deve contribuir para uma
reflexão e observação do estado da Pobreza, analisando a sua evolução
histórica, de forma a permitir um entendimento esclarecido e crítico da
mesma, que seja útil à sociedade e aos cidadãos.


Este projecto tem como principal objectivo contribuir para uma reflexão e
visão histórica das formas de pobreza, desde o século XIX até à
actualidade, nas suas mais variadas facetas. Julgamos por isso ser fulcral
criar um panorama visual e documental da Pobreza na sociedade portuguesa,
que compreenda as questões sociológicas, antropológicas, políticas,
filosóficas e estéticas, articulando-as num projecto que seja uma reflexão
crítica sobre estes problemas.

Esse panorama quer estar fundamentado nas grandes áreas de estudo e
pensamento sobre a Pobreza, mas quer também que seja de leitura acessível e
clara a todos os cidadãos, constituindo matéria de reflexão pública, assim
como um espaço que abra perspectivas de acção e combate à Pobreza, numa
proposta clara de pensamento como intervenção.



Emília Tavares e Paulo Mendes, 2014





*SOBRE O PROJECTO*



*O TEMPO E O MODO*, baseia-se na revista que foi criada em 1963 e foi
editada até 1977.

Tratava-se de uma revista com um pensamento transversal do ponto de vista
político – local de discussão e polémicas – formada por católicos
progressistas, que foi sofrendo uma viragem política ao longo das décadas,
numa relação orgânica com a realidade que havia mudado na sequência dos
acontecimentos do 25 de Abril, e onde participaram activistas que viriam a
ser futuros governantes, membros do Partido Socialista, católicos e
radicais de esquerda.

Na lista de directores e colaboradores estão nomes tão diversos como:
António Alçada Baptista, João Bénard da Costa, Pedro Tamen, Jorge de Sena,
Eduardo Lourenço, Vasco Pulido Valente, Jorge Sampaio, Mário Soares,
José-Augusto França, Mário Dionísio, Arnaldo Matos, Fernando Pernes, Luís
Miguel Cintra ou João César Monteiro, entre muitos outros.



Este projecto reivindica um papel de reflexão e intervenção da cultura na
realidade social e política do país. Um pensamento afirmativo, elaborado em
parceria entre a palavra e a imagem, recuperando a memória iconográfica e
escrita, para pensar um presente precário, que está a deixar marcas
indeléveis em várias gerações.



*O TEMPO E O MODO* quer ser um lugar de discussão e polémica num país de
consensos, onde uma sociedade acrítica sobrevive no meio da indiferença. Um
lugar onde a palavra e a imagem confluem, nos cartazes, nas revistas, nos
vídeos, nas fotografias, nas instalações, nos jornais ou nos livros, para
relembrar a circularidade da história, os erros que se repetem sem solução,
num país que parece não ter a capacidade de criar uma estratégia para o seu
futuro,  e em que as elites dominantes, aproveitaram a crise económica
mundia,l para internamente restringir direitos adquiridos.



A montagem da exposição obedece à utilização de materiais precários e de
construção civil, materiais produzidos na indústria pós-fordista, elementos
estandardizados, usados para construção de qualidade mas também para os
abrigos precários.

Materiais disruptivos como o cubo branco da galeria – instalar uma
exposição como um estaleiro de obra, precário, em construção.

Um espaço de discussão e confronto, entre o interior e o exterior - a rua é
o local da potência colectiva, o espaço público onde se manifesta, na sua
espontaneidade e liberdade, onde se faz ouvir, onde reivindica, mas é
também o espaço habitado dos excluídos.



Este retrato da pobreza em Portugal não acontece numa instituição cultural,
mas num hospital psiquiátrico e as doenças mentais, foram e continuam a ser
frequentemente relacionadas com a exclusão e a pobreza. Uma irónica
metáfora sobre um país doente, moribundo.



*SEMINÁRIO*


*Política, AUSTERIDADE E Emancipação: *

*a metrópole em Tempos de Crise *


*24 de Janeiro | Auditório do Hospital Júlio de Matos *



Com *Antonio Negri, António B. Guterres, Eduardo Ascensão, Emília Tavares,
Inês Galvão, Judith Revel, Nuno Rodrigues, Nuno Serra, Otávio Raposo, Paulo
Mendes e Unipop*



Seminário integrado na exposição

O TEMPO E O MODO, PARA UM RETRATO DA POBREZA EM PORTUGAL



Organização: Unipop [http://unipop.info]

Entrada gratuita



A actual crise deu nova visibilidade ao problema da pobreza. Em alternativa
aos discursos paternalistas do assistencialismo social e aos discursos que
propõem enquanto solução para o problema da pobreza receitas individuais
como o empreendedorismo, este seminário procurará promover uma discussão
que coloque a emancipação colectiva enquanto uma hipótese urgente nestes
tempos difíceis. Discutindo os processos de privação material que as
actuais políticas de austeridade têm vindo a acentuar e as práticas
discursivas que identificam a pobreza a uma posição de exclusão e
marginalidade, exploraremos possibilidades de acção emancipatória que se
afirmem a partir de condições sociais menos privilegiadas. O seminário
organiza-se em torno de três mesas, a primeira das quais consistindo numa
conversa com os filósofos *Antonio Negri *e *Judith Revel*, conduzida pela*
Unipop*. Nesta sessão matinal, partindo do lugar que as figuras do pobre ou
da multidão tomam no pensamento de Negri ou dos contributos de Revel em
torno dos motins nos subúrbios de Paris, discutiremos o que ambos chamaram,
num artigo a quatro mãos, o comum em revolta. Na segunda mesa, comentada
por *Inês Galvão*, o geógrafo *Nuno Serra* analisará a economia política da
caridade, em particular no actual contexto de austeridade, em que a
retracção e redefinição das funções sociais do Estado se articula com o
desenvolvimento de iniciativas privadas de cariz filantrópico e ou
caritativo, as quais tendem a remeter a condição pobre à figura da vítima.
Já o antropólogo *Otávio Raposo*, que se tem interessado pelo tema das
culturas urbanas e da segregação, desenvolvendo pesquisa etnográfica em
Lisboa e no Rio de Janeiro, irá falar sobre o modo como a condição pobre é
configurada em termos criminais pelas práticas de policialização.
Finalmente, na terceira e última mesa, reunimos *António Brito Guterres*,
membro de diversas associações locais e investigador que tem trabalhado
sobre questões como regeneração urbana,* commons*, arte e cultura no
desenvolvimento da cidade, e o antropólogo *Eduardo Ascensão*, autor de
pesquisas sobre construção informal, pós-colonialismo e migração em cidades
de língua portuguesa. Nesta sessão final, comentada por *Nuno Rodrigues*,
procuramos conhecer projectos colectivos e trajectos individuais que, sob a
violência dos efeitos marginalizadores das políticas dominantes na cidade,
ainda assim situam os excluídos no centro de um processo de transformação
da vida na metrópole.




*PRESS*


Referências dos principais artigos que saíram na imprensa escrita e online
sobre o projecto >


>
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/pobreza-bes-ou-a-ficcao-do-dinheiro-numa-exposicao-em-lisboa-1682908

>
http://www.publico.pt/mundo/noticia/o-sintoma-grego--para-um-novo-espaco-politico-na-europa-1684752

> http://makingarthappen.com/2015/01/21/o-tempo-e-o-modo-pavilhao-31/

> http://www.missdove.org/2015/01/o-tempo-e-o-modo-at-pavilhao-31.html

>
http://hanskuiper.blogspot.nl/2015/02/o-tempo-e-o-modo-exhiibition-in-lisbon.html

+

seguem em imagens artigos de Celso Martins no EXPRESSO

e de Miguel Matos na TIME OUT LISBOA




>>>


*Info Geral*

Informações úteis
Pavilhão 31 _ Horário _
2ª a 6ª feira das 10:00h às 16:00h horas
Sábados das 15:00h ás 18:00h

Visitas por marcação noutros dias e horários contactar Paulo Mendes
e Emília Tavares


Parque de estacionamento _ entrada Rua das Murtas junto ao Centro de Saúde
de Alvalade

Entrada principal_ Av. do Brasil 53, Hospital Júlio de Matos - Pavilhão 31

  *Transportes*

Metropolitano de Lisboa                                              Linha
Caravela (Verde) – Estação de Alvalade – saída Av. de Roma




*WWW.PLANOGEOMETRICO.COM/
<http://www.planogeometrico.com/OTEMPOEOMODO>**OTEMPOEOMODO
<http://www.planogeometrico.com/OTEMPOEOMODO>*



*Carris*

Autocarros 717, 731, 735, 750, 755, 767, 783 (Av. do Brasil) ou 735, 755,
767 (Av. de Roma)






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*www.paulomendes.org <http://www.paulomendes.org>*

*[artist _ curator > producing contemporary projects and critical thinking]*


www.youtube.com/user/paulomendesvideo
paulomendes21  gmail.com
<+351> 936396964
Rua do Heroísmo 13
4300-258 PORTO
PORTUGAL
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