[ARENA] Joao Felino, Flags of the World, Mai 22 - Ago 31, MUDE

Joao Felino joaofelino gmail.com
Sábado, 19 de Julho de 2014 - 15:52:15 WEST


Joao Felino

*Flags of the World*



MUDE - Museu do Design e da Moda

24, Rua Augusta, Lisboa, Portugal



Mai 22 - Ago 31, 2014





Joao Felino: Flags of the World | This is Now

*http://makingarthappen.com/2014/06/09/joao-felino-flags-of-the-world/
<http://makingarthappen.com/2014/06/09/joao-felino-flags-of-the-world/>*

Joao Felino ' Flags of the World

*https://www.facebook.com/events/628407620586511
<https://www.facebook.com/events/628407620586511>*





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*O estilo embrionario de Johns está perfeitamente exemplificado pela
reticência exuberante da grande pintura monocromática Bandeira Branca de
1955. *

*O tema da bandeira norte-americana é típico do uso que Johns faz de
imagens do quotidiano a partir de meados dos anos 50. Conforme explicou, a
sua imagetica deriva de "coisas que a mente já conhece" (things the mind
already knows), ícones absolutamente conhecidos, como bandeiras, alvos,
números em stencil, latas de cerveja, e, um pouco mais tarde, mapas dos
EUA. *

*Por outras palavras, o significado da bandeira na obra de Johns sugere, na
medida a qual o "significado" deste assunto pode ser fluido e aberto a uma
contínua reinterpretação. *



*/ *



*Johns' early style is perfectly exemplified by the lush reticence of the
large monochrome White Flag of 1955.*

*The American flag subject is typical of Johns' use of quotidian imagery in
the mid-to late 1950s. As he explained, the imagery derives from "things
the mind already knows", utterly familiar icons such as flags, targets,
stenciled numbers, ale cans, and, slightly later, maps of the U.S.*

*In other words, the meaning of the flag in Johns' art suggests the extent
to which the "meaning" of this subject matter may be fluid and open to
continual reinterpretation.*




 *Nan Rosenthal*

*Department of Modern and Contemporary Art, The Metropolitan Museum of Art*







*O trabalho de Joao Felino inscreve-se numa área híbrida, numa zona
contaminada onde habitam diferentes procuras. A matéria-prima, o suporte, o
processo e o seu resultado diferem em cada investigação e revelam a
inquietação da procura. Nos pontos de paragem deste trajecto encontramos
diferentes "produtos": objecto-comum, objecto-fotografia,
objecto-escultura, objecto-pintura, objecto-instalação, instalação-objecto,
indiferentes à problemática estéril da sua classificação.*



*Objecto-Símbolo*



*O presente trabalho opera a partir de um Objecto-Símbolo inscrito num
imaginário colectivo amplamente difundido e a-regional. A Bandeira é, no
seu uso comum, portadora de uma carga semântica inalienável e, em
simultâneo, um objecto de uma certa neutralidade. Ou seja, se por um lado
cada Bandeira transporta ressonâncias infinitas, suscitando diferentes
reacções, por outro este objecto repete-se, universal, banalizando-se como
um conjunto de cores e composições que se neutralizam pelo desgaste. Um
objecto que padece daquilo que, num diferente contexto, Didi-Huberman
considerou como uma forma de "desatenção" relacionado com uma "hipertrofia"
da Imagem.*

*Em momentos históricos e geográficos diferentes uma Bandeira é um objecto
cuja adesão, indiferença, repúdio ou distância é patente de forma imediata
para cada espectador. A escolha deste Objecto-Símbolo, reconhecível e
comum, é desde logo uma afirmação de que ao espectador será solicitada uma
tomada de posição que reponha, a partir de um imaginário partilhado, um
significado.*



*Objecto-Visível, Objecto-Visto*



*A escolha da Bandeira é portanto a escolha de um Objecto-Símbolo que já
conhecemos. A referência a Jasper Johns e ao seu discurso é inevitável pela
forma como apresenta estes objectos como "things the mind already
knows". Uma "coisa" que, reiteradamente, nos invade como imagem não
problemática e de significado resolvido. Uma composição já definida, um
conjunto de cores já consolidadas na qual reconhecemos a ligação imediata a
uma nação. *

*Neste contexto e de forma exemplar, o excedente que a nossa atenção
transporta a cada momento revela-se. O acto de Ver revela-se um acto da
compreensão e não um processo fisiológico puro. A identificação de cada
Bandeira dá-se apesar da indigência do que temos perante o nosso olhar. O
desenho, o padrão geométrico e cromático, reclamam uma nacionalidade e a
nossa compreensão reage de imediato, reconhecendo-a. O Visto -  a Bandeira
de uma determinada nação - não coincide com o Visível - um conjunto de
panos brancos, dispostos de determinada forma.*



*Objecto-Vestígio*



*Tornando patente a questão do "Acto de Ver" como um problema, o
Objecto-Símbolo que se escolheu não nos é oferecido na íntegra mas antes
apresentado como se de uma outra coisa se tratasse. À Bandeira falta o dado
que permite o seu reconhecimento imediato: a composição neutralizada e o
conjunto de cores que a distingue. *

*É necessário neste caso convocar o que já conhecemos e, a partir do
Vestígio que nos é apresentado, recompor a identidade do que vemos.*

*Operamos como numa arqueologia da memória mas dispensamos a morosidade do
processo, vemos cor ao ver branco, vemos linhas ao ver costuras, vemos
planos cromáticos ao ver tecido sobreposto.*



*Objecto-Comun*



*Para este trabalho Joao Felino procurou inicialmente "descolorir"
Bandeiras comuns, existentes e impressas, operar por subtracção e através
de descolorantes, neutralizá-las. O tecido resistiu a este desgaste
acelerado e obrigou a simular essa mesma descoloração de um outro modo:
reconstruindo o objecto. De forma irónica, para chegar a uma redução - de
um objecto comum ao qual foram retiradas as propriedades cromáticas - foi
necessário adicionar invertendo o sentido do pensamento inicial. Simular a
perda do todo somando partes. Neste novo processo foi necessário concentrar
a atenção nas exigências do material: na forma como o tecido reage ao
corte, na forma como a linha de costura se sobrepõe ao pano. Esta
inversão obrigou a uma aproximação, a uma reconstrução morosa do objecto
que inicialmente se procurou mutilar.*



*Objecto-Instalação*



*A produção do objecto resgata-o da esfera do Objecto-Comum e torna-o um
Artefacto. A esta operação segue-se um outro nível de intervenção: o
refazer do processo num conjunto mais alargado e por fim a sua Instalação
num espaço específico. Repete-se o processo de construção uma e outra vez,
elege-se um e outro país, e procura-se um princípio relacional onde os
objectos se decifram como um todo. *

*Para Instalar pela primeira vez este conjunto foi escolhido o Museu do
Design e da Moda, tornando cada vez mais ostensiva a contaminação entre o
universo da Arte e do Design que a intervenção desde logo reclamara. Para
amplificar a ambivalência do significado, foi escolhido um espaço não
neutro, no interior do MUDE, uma Sala actualmente encerrada e tangencial ao
percurso expositivo. Um espaço caracterizado por uma certa formalidade que
desde logo intensifica a definição oficial e comum de Objecto-Bandeira. Uma
sala solene com uma carga decorativa inalienável, contrariando o White Cube
onde nos habituámos a reconhecer uma obra de arte, onde facilmente
imaginamos a colocação de uma Bandeira na sua forma comum. *



*Esta condição vem alargar a ambiguidade da intervenção: Se por um lado é
citado um Objecto-Comum - a Bandeira -  que se reclama como
Objecto-Artístico, por outro é feito o movimento inverso:  instala-se o
seu conjunto num espaço que reaproxima estas enigmáticas peças brancas do
seu significado oficial e as distancia da sua possibilidade enquanto obras
de arte. *



*A instalação das Bandeiras lado a lado, neste espaço, reencontra a área
híbrida onde o trabalho de Joao Felino se instala. *

*A sala desabitada e ocupada pelas ressonâncias destes Objectos silenciosos
e eloquentes, vulgares e enigmáticos, olhando-nos inexpressivos como panos
brancos, cindidos, recompostos, ou expressivos e gritantes como Bandeiras. *





*Sofia Pinto Basto*







Texto de Maio de 2014, refere a instalação *Flags of the World*, Sala
Pereira Coutinho, MUDE - Museu do Design e da Moda, colecção Francisco
Capelo, Rua Augusta 24, Lisboa, Mai 22 - Ago 31, 2014





*_*







*The work of Joao Felino inscribes itself in a hybrid area, in a
contaminated zone inhabited by different demands. The raw material, the
support, the process and its results differ in each investigation and
reveal the disquietude of the search. Along this path's stopping points we
find different "products": common-object, photography-object,
sculpture-object, painting-object, installation-object,
object-installation, indifferent to the sterile problematic of their
classification.*



*Symbol-Object *



*This work’s point of departure is a Symbol-Object inscribed in a
widespread collective imagination and a-regional. The Flag in its common
usage conveys an inalienable semantic load and, simultaneously, an object
of some neutrality. That is, if on one hand each flag carries endless
resonances, attracting different reactions, on the other hand this object
repeats itself, universal, trivializing itself as a set of colors and
compositions neutralized by daily usage. An object that suffers from what,
in a different context, Didi- Huberman considered as a form of
"inattention" associated with a "hypertrophy" of the Image.*

*In different historical and geographical moments, a flag is an object with
which allegiance, indifference, rejection or distance is evident
immediately to each viewer. The choice of this Symbol-Object, common and
recognizable, is at once an affirmation that the viewer will be called upon
to make a stand to restore a meaning, from a shared cultural vocabulary.*



*Visible-Object, Seen-Object *



*The choice of the Flag is therefore the choice of a Symbol-Object we
already know. The reference to Jasper Johns and his reasoning is inevitable
in the way he presents these objects as "things the mind already knows". A
"thing" which reiteratively invades us as non-problematic image and solved
meaning. A composition already defined, a set of colors already
consolidated in which we recognize the immediate link to a nation.*

*In this context and in an exemplary manner, the surplus carried in each
moment by our attention reveals itself. The act of Seeing reveals itself as
an act of understanding and not a pure physiological process. Each Flag’s
identification takes place despite the indigence before our eyes. The
drawing, the geometric and chromatic pattern, claims a nationality and our
understanding reacts instantly, recognizing it. The Seen - the Flag of a
certain nation - does not match the Visible - a set of white cloths,
arranged in a particular way.*



*Trace-Object *



*Identifying the "Act of Seeing" issue as a problem, the chosen
Symbol-Object isn't offered in its entirety but rather presented as if it
were something else. The Flag is missing the element that allows its
immediate recognition: the neutralized composition and set of colors that
sets it apart.*

*It is then necessary to convene what we already know and restore the
identity of what we see from the Trace shown. *

*We operate as if in an archeology of memory but we dispense the lengthy
procedure, we see the color in the white, we see lines in the stitching, we
see the chromatic plans in the overlapping fabric.*



*Common-Object *



*For this work Joao Felino initially sought to "discolor" existing and
printed common Flags, operating by subtraction and neutralizing them
through bleaching. The fabric resisted this accelerated erosion and forced
the simulation of that same discoloration in another way: rebuilding the
object. Ironically, to achieve a reduction - of a common object that had
its chromatic properties removed - it was necessary to add, reversing the
direction of the initial thought. Simulate the loss of the whole by adding
parts. This new process made it necessary to focus on the requirements of
the material: how the fabric reacts to the cutting, the way the seam line
overlaps the cloth. This reversal led to a reconnection, a time-consuming
reconstruction of the object that initially was sought to maim.*



*Installation-Object *



*Its production rescues the object from the sphere of the Common-Object and
makes it an Artifact. This operation is followed by another level of
intervention: the remaking of the process in a wider range and finally its
Installation in a specific space. The construction process is repeated over
and over again, one and another country are elected, looking for a
relational principle where objects are deciphered as a whole.*

*To install this set for the first time the MUDE - Museum of Design and
Fashion was chosen, making increasingly overt the contamination between the
universe of Art and Design that the intervention claimed from the outset.
To amplify the ambivalence of meaning a non-neutral space within the museum
was chosen, a room currently closed and tangential to the exhibition route.
A space characterized by a certain formality that immediately intensifies
the common and official definition of Object-Flag. A formal room with an
inalienable decorative load, contradicting the White Cube where we are used
to recognize a work of art, where one can easily imagine placing a Flag in
its usual form.*



*This condition broadens the intervention’s ambiguity: if on the one hand a
Common- Object is mentioned - the Flag - and claimed as an Artistic-Object,
on the other hand the reverse movement is followed: positioning the whole
set in a space in which these enigmatic white pieces are brought closer to
their official meaning and distancing them of their possibility as works of
art.*



*The installation of the Flags side by side in this space revisits the
hybrid area occupied by Joao Felino’s work. *

*The uninhabited room occupied by the resonances of these silent and
eloquent Objects, ordinary and enigmatic, looking at us blankly as white
cloths, split, restored, or expressive and striking as Flags.*





*Sofia Pinto Basto *







Text from May 2014, refers to the *Flags of the World *installation,
Pereira Coutinho Room, MUDE - Design and Fashion Museum, 24 Augusta St,
Lisbon, May 22 - Aug 31, 2014



*_ *





*El trabajo de Joao Felino es parte de un área híbrida, en una zona
contaminada habitada por diferentes demandas. La materia prima, el soporte,
el proceso y su resultado son diferentes en cada investigación y revelan la
inquietud de la demanda. En los puntos de parada de esta ruta nos
encontramos con diferentes "productos ": objecto-común, objeto-fotografía,
objeto-escultura, objeto-pintura, objeto-instalación, instalación-objeto,
indiferentes a la problemática estéril de su clasificación.*



*Objeto - Símbolo*



*Esta obra funciona a partir de un Objeto-Símbolo inscrito en el imaginario
colectivo ampliamente transmitido y a-regional. La bandera, en su uso
común, aporta una carga semántica irrenunciable, y al mismo tiempo, una
cierta neutralidad. Es decir, por un lado, cada bandera transporta
resonancias interminables, planteando diferentes reacciones, por otro este
objeto se repite, universal, se trivializa como un conjunto de colores y
composiciones que son neutralizados por el desgaste. Un objeto que sufre de
lo que, en un contexto diferente, Didi-Huberman considera como una forma de
"falta de atención" asociado con la "hipertrofia" de la imagen.*

*En diferentes momentos históricos y geográficos una Bandera es un objeto
cuya adhesión, la indiferencia, el rechazo o la distancia es evidente de
inmediato para cada espectador. La elección de este Objeto-Símbolo,
reconocible y común, es a la vez una afirmación de que al espectador se le
solicitará una posición que reponga un imaginario compartido, un
significado.*



*Objeto-Visible, Objeto-Visto*



*Por tanto, la elección de la bandera es la elección de un Objeto-Símbolo
que ya conocemos. La referencia a Jasper Johns y a su discurso es
inevitable por la forma en que se presentan estos objetos como "cosas que
la mente ya conoce". Una "cosa" que nos invade repetidamente como imagen
sin problemas y de significado resuelto. Una composición ya definida, un
conjunto de colores ya consolidadas en la que reconocemos el vínculo
inmediato a una nación.*

*En este contexto y de manera ejemplar, el superávit presente en nuestra
atención a cada momento se revela. El acto de Ver se revela un acto de
comprensión y no un proceso fisiológico puro. La identificación de cada
bandera se hace a pesar de la pobreza de lo que tenemos delante de nuestros
ojos. El dibujo, el estándar geométrico y cromático, requieren una
nacionalidad y nuestra comprensión reacciona instantáneamente
reconociéndola. El Visto - la Bandera de una nación en particular - no
coincide con el visible - un conjunto de telas blancas, dispuestas de
cierta manera.*



*Objeto-Vestigio*



*Hacer visible la questión del "Acto de Ver" como un problema, el
Objeto-Símbolo que se ha elegido no se ofrece en su totalidad, sino que se
presenta como si se tratara de algo más. Le falta á la Bandera el dato que
permite su reconocimiento inmediato: la composición neutralizada y un
conjunto de colores que la distinguen.*

*En este caso es necesario convocar a lo que ya sabemos y a partir del
Vestigio que se nos presenta, volver a componer la identidad de lo que
vemos.*

*Operamos como en una arqueología de la memoria, pero dispensando el largo
procedimiento, vemos el color al ver blanco, vemos las líneas al ver las
costuras, vemos los planos cromáticos al ver las tisulares superpuestas.*



*Objeto-Común*



*Para este trabajo inicialmente Joao Felino ha buscado "decolorar" Banderas
comunes, existentes e impresas, hacerlo por sustracción y por medio de
blanqueo neutralizárlas. El tejido se resistió a este desgaste acelerado y**
ha impuesto la simulación de** esta misma decoloración de otra manera: la
reconstrucción del objeto. Irónicamente, para conseguir una reducción - un
objeto común al que se retira propiedades cromáticas - era necesario
añadir, la inversión del sentido de la idea inicial. Simular la pérdida de
la totalidad añadiendo partes. En este nuevo proceso era necesario
centrarse en los requisitos de la materia: en la forma como el tejido
reacciona ante el corte, en la forma como la línea de costura se superpone
a la tela. Este cambio llevó a un acercamiento, a una reconstrucción lenta
del objeto que inicialmente se trató de mutilar.*



*Objeto-Instalación*



*La producción del objeto lo rescata de la esfera del Objeto-Común y lo
convierte en un Artefacto. La operación sigue este otro nivel de
intervención: la reconstrucción del proceso en un conjunto más amplio y al
final su Instalación en un espacio específico. Se repite el proceso de
construcción una y otra vez, es elegido uno y otro país, en busca de un
principio relacional, donde los objetos se descifran como un todo.*

*Para instalar por la primera vez este conjunto se escogió el MUDE - Museo
de Diseño y de la Moda, tornando la contaminación cada vez más evidente
entre el universo del arte y del diseño, algo que la intervención desde
pronto reclamara. Para amplificar la ambivalencia del significado se eligió
un espacio que no fuera neutro, un salón actualmente cerrado y tangente al
recorrido expositivo. Un espacio que se caracteriza por una cierta
formalidad que intensifica de inmediato la definición oficial y común de
Objeto-Bandera. Una sala formal con una carga decorativa inalienable,
contradiciendo el White Cube donde estamos acostumbrados a reconocer una
obra de arte, donde uno puede imaginar fácilmente colocando una bandera en
su forma más común.*



*Esta condición amplia la ambigüedad de la intervención: Por un lado se
cita a un Objeto-Común - la bandera - que se reclama como Objeto-Artístico,
por otro se hace el movimiento inverso: se instala todo el conjunto en un
espacio que vuelve a acercar estas enigmáticas piezas blancas de su
significado oficial y las distancia de su posibilidad como obras de arte.*



*La instalación de las Banderas lado a lado, en este espacio, reencuentra
la área híbrida donde el trabajo de Joao Felino asienta.*

*La sala deshabitada y ocupada por las resonancias de estos Objetos
silenciosos y elocuentes, vulgares y enigmáticos, observándonos
inexpresivos como paños blancos, ceñidos, recompuestos, o expresivos y
llamativos como Banderas.*





*Sofia Pinto Basto*







Texto del mes de Mayo de 2014, se refiere a la instalación *Flags of the
World*, Sala Pereira Coutinho, MUDE - Museo de Diseño y de la Moda, 24
calle Augusta, Lisboa, 22 May - 31 Ago, 2014




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JOAO FELINO - CONTEMPORARY ART UN LDA

CÇ. DO CORREIO VELHO 3 - 2ND
LARGO DE SANTO ANTONIO DA SE
1100-171 LISBOA PORTUGAL

+ 351 962 453 596

Joao Felino Selected Works :
www.joaofelino.com

Please take exactly the same joaofelino
to use either with  iChat  Skype  or  AIM

If you want to print this message do it in
"econofast mode" and using recycled or
draft paper. But before also please think
twice if it is going to be really necessary.
-------------- próxima parte ----------
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