[ARENA] - recent works - Álvaro Rosendo - Edgar Massul - José Drummond -

edgar massul edmac mac.com
Sábado, 12 de Novembro de 2011 - 01:27:02 WET


Álvaro Rosendo
Edgar Massul
José Drummond


- recent works - 


Avenida 211
Av. da Liberdade, 211 - 1º LISBOA

inauguração 17 de novembro, 22h

de 18 de novembro a 11 de dezembro 
de quinta a domingo, das 19 às 22h





Três amigos à aventura

Não se vêem muitas vezes, moram longe uns dos outros ou exercem tarefas muito diversas entre si. Mas quando se encontram é como se se tivessem visto ontem, numa esquina qualquer dos anos 80 com os anos 90: no atelier livre da António Arroio, saídos da aula do Pedro Morais, no pátio antigo da Galeria Monumental, depois de discutirem a programação com a Luísa Sampaio, num café de bairro em Coloane, Macau, ou numa tasca marítima perto do Boqueirão da Praia da Galé, em Lisboa. Mostram uns aos outros o que vão fazendo nos intervalos de não se verem. Sem nostalgia nem pretensão de recuperar um espírito de grupo que foi juvenil e não pode regressar depois de percursos de vida tão diversos.

De facto, o que mostram também a nós que viemos vê-los são 3 exposições autónomas, conversas que por vezes se cruzam, se interrompem mas que não se sobrepõem nem se contrariam. Usam o espaço amigável da Avenida, 211 como catalizador desses monólogos dialogais onde a amizade se sobrepõe a qualquer programa conceptual a três. E onde a ideia de regresso de cada um deles à concepção e produção de objectos de arte contemporânea é talvez o mais significativo elo desta aventura onde o tempo surge como inevitável protagonista.

José Drummond apresenta fotografia intimista e secreta onde o corpo feminino desenha delicadamente as diferenças entre a luz e a sombra, o corpo e o desejo, marca o frágil tempo da relação entre o modelo e o voyeur. Álvaro Rosendo compõe pequenas cenas onde as fotografias (que sempre gostou de apresentar em sequências) aproveitam o digital para se tornarem filmes e, portanto, ganharem tempo. Finalmente, Edgar Massul é como se desejasse abolir o tempo e oferece-nos uma realidade permanente: dois toros de madeira que a terra lançou ao mar e o mar rejeitou sobre a terra protagonizam o eterno e desequilibrado confronto do poder (toro fino) e do saber (toro grosso). Somos deixados entre a espessura rendada da fotografia onde o corpo se mascara, a luminosidade translúcida do ecrã onde o movimento tudo desmascara ou o peso específico da matéria inerte no espaço: sem tempo e sem acção parece, porém, abrir-se ao teatro do corpo e dos gestos.

João Pinharanda







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