[ARENA] Sab 13 Jun 09, às 16h_Espaço Campanh~a Inaugura _ exposições do Colectivo EMBANKMENT e de Cláudia Ulisses

josé Maia manuelsantosmaia gmail.com
Quinta-Feira, 11 de Junho de 2009 - 22:11:48 WEST


 Espaço Campanh~a


Inaugura dia *13 de Junho de 2009, às 16h*,
as exposições:


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*[EMBANKMENT #6]* de Colectivo EMBANKMENT
Aida Castro, Jonathan Saldanha e Maria Mire
com os Convidados: Dayana Lucas, Eduardo Brito e Frederico Duarte
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*ANCOR (2004 -2009*) de Cláudia Ulisses
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patentes de Terça a Sábado / 15H às 20H, até dia 27 de Junho


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*13 de Junho, às 18H00*  Intervenção de Frederico Duarte
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*20 de Junho, às 18H00* Intervenção de Eduardo Brito
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*No pavilhão principal do Espaço Campanhã, (Espaço A) o Colectivo EMBANKMENT
apresentarão  a exposição [EMBANKMENT #6]*

Constituído por Aida Castro, Jonathan Saldanha e Maria Mire, em 2005, o
Colectivo EMBANKMENT opera sobre situações contextuais específicas,
recriando um modus operandi que compreende uma metodologia ficcionada. Para
além da manipulação de arquivos e espólios, frequentemente desdobra a
realidade contextual na qual se insere. Estes desdobramentos são motivados
pelas intersecções das adesões individuais de cada um dos elementos deste
colectivo.

O colectivo Embankment é um núcleo onde convergem outros núcleos. Os
projectos que foram apresentados são resultado de experiências muito
específicas, nas quais se interceptam pessoas, conhecimento, referências,
modos, espólios e arquivos. Por isso a importância e a tentativa de
constituir o Embankment Archive e o Embankment Text que acompanham as
mostras.

A mostra Embankment #6 pretende ser um encontro planeado em sessões que
conjugam interesses, ligações, redes de investigação e pensamento que
estejam disponíveis a testes e a implantações. A partir de um dispositivo de
apresentação especialmente criado para o armazém do Espaço Campanhã, que
contemplará todo o tipo de mecanismos de reprodução+gravação+feedback, o
colectivo convidou “outros núcleos” a participar e a intervir.

Embankment #6 será uma experiência de cruzamento, de intensificação e de
recorte.
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*No  pavilhão temporário do Espaço Campanhã, (Espaço B) a artista Cláudia
Ulisses apresentará a exposição individual ANCOR (2004 -2009)*

Iniciado em 2004, o projecto ANCOR tem como base de reflexão um objecto
associado à paisagem urbana: o vulgar contentor de entulho - “reale soggetto
della contro-cultura”. As características funcionais deste objecto não
esgotam as suas potencialidades estéticas e simbólicas, tendo-se revelado o
pretexto para um vasto campo de possibilidades, de formulação psicológica e
crítica - teórica e artística.

Em ANCOR, com a dissolução do objecto após a sua exibição pública e cumprida
a sua “utilidade”, transporta-se para o mundo da arte a mesma
vulnerabilidade e efemeridade dos objectos banais. Para além de estabelecer
relação com o contexto industrial como trilho de infinitas possibilidades,
para além de evocar o potencial existente no patamar das coisas banais,
também o projecto ANCOR boicota a condição classista do objecto estético (de
arte) e ironiza sobre o contingente significado da obra, remetendo, como
advertência, para a importância (danosa) da perda do objecto (qualquer que
seja), sujeito de significação.
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*Mais informações: *
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*Exposições*: artes plásticas (escultura, instalação, vídeo, publicação de
artista)

*Artista:* Cláudia Ulisses, Aida Castro, Jonathan Saldanha, Maria Mire,
Dayana Lucas, Eduardo Brito e Frederico Duarte

*Título das exposições:*

  --> EMBANKMENT #6 (do Colectivo EMBANKMENT_Espaço A)

  --> ANCOR (2004 -2009) (de Cláudia Ulisses_Espaço B)

*Inauguração:* dia 13 Junho 2009 às 16h

*Patente até:* dia 27 de Junho

*Local:* Espaço Campanhã

*Horários:* de Terça a Sábado / 15H às 20H

*Programa:*

--> 13 de Junho, às 16H00 _ inauguração das exposições:

     EMBANKMENT #6 do Colectivo EMBANKMENT no Espaço A

     ANCOR (2004_2009) de Cláudia Ulisses no Espaço B)

--> 13 de Junho, às 18H00 _ Intervenção de Frederico Duarte

--> 20 de Junho, às 18H00 _ Intervenção de Eduardo Brito

*Entidade promotora:* Espaço Campanhã

*Entrada:* livre

*Produção:* Ana Catarina Farinha, Carla Filipe, Miguel Pinho, Cláudia
Ulisses e EMBANKMENT

*Design:* Dayana Lucas e Diogo Oliveira (ocorreiododiogo  gmail.com)

*Fotografia:* Pedro Magalhães

*Montagem:* Aida Castro, Jonathan Saldanha, Cláudia Ulisses e Miguel Pinho.

*Programação:* José Maia e EMBANKMENT

*Organização:* Espaço Campanhã (Miguel Pinho e José Maia)

*Responsável pelo espaço:* Miguel Pinho

*Mais informação:*

--> Miguel Pinho (responsável pelo espaço) Tel: 912897580 /
linha1  plataformacampanha.com

--> José Maia (responsável pelo programa de exposições) Tel:933288141

*Contactos:*

Espaço Campanhã,
Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4 e Armazém 21 (atrás do BANIF), 4300-472
Porto
912897580 // linha1  plataformacampanha.com // www.plataformacampanha.com
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*Convidados do EMBANKMENT #6:*
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*13 de Junho_ Intervenção de Frederico Duarte*

*Sair do estúdio doméstico e das suas exaltações psicotrópicas para arriscar
um pequeno contributo em arquivologia comparada de feitiços, rituais e
sacrifícios.

Utilizar a montagem como acção directa sobre os nervos, pequeno jogo
encantatório de ritmos e intervalos que desarticula as linearidades
cronológicas da história à procura de faíscas de verdade.

Fragmentos de iluminação na intensidade espectral das imagens para realçar o
desdobramento da magia primordial em pensamento religioso e saber técnico
que degeneram na gesticulação evangelizadora automatizada do Ocidente.

Talvez no inventário das suas ruínas, maravilhas e incêndios por vir, se
possa vislumbrar como as manifestações da supremacia científica de todos os
colonialismos não deixaram de re-inventar (in)voluntariamente uma nova
sacralidade ao mesmo tempo que possibilitaram o advento de uma segunda
natureza transfigurada pelo cortejo das “autoplásticas sumptuárias”.
*

+

*20 de Junho_ Intervenção de Eduardo Brito*
*
**Isto acontece em Toledo e em Edimburgo, em finais do século XIX, quase
simultaneamente. Dois investigadores, um físico e um filósofo, chegam a uma
mesma conclusão por saberes e estudos diferentes: ambos formulam aquilo a
que mais tarde decidem chamar de "pequeno instante de homem-deus": aquele
momento em que sabemos que vamos mudar definitivamente a vida a alguém, por
possuirmos e utilizarmos um elemento decisivo para a sua vivência de aí em
diante, desde uma arma de fogo à constatação de um facto até então
desconhecido. Um pequeno sabor a omnisciência numa construção narrativa
sonora e visual assente na tradução livre de partes do único livro sobre
este instante: "A Short Sense of Omniscience", escrito na década de
cinquenta do século passado, por Laura Adler.*

+

*Projecto Editorial _ Dayana Lucas*

*Numa tentativa de difundir os projectos realizados desde 2005 pelo
colectivo EMBANKMENT, a minha intervenção começa no momento em que o
trabalho artístico deles acaba, no sentido de lhe atribuir uma nova
projecção e continuidade.

A intervenção partiu de uma selecção do material de cada projecto do
colectivo, tendo como base na sua organização, as especificidades
individuais de cada projecto. Dentro desses parâmetros foi fundamental, não
só compreender cada um dos trabalhos, mas também a metodologia criativa do
colectivo, para tentar traduzir e transmitir com as minhas ferramentas de
trabalho, aquilo que constitui o EMBANKMENT sem adicionar pressupostos
falsos e oferecendo sempre espaços brancos e translúcidos que mantivessem em
aberto os conteúdos. Foi necessário desenhar uma estrutura que se adaptasse
ao discurso artístico do colectivo, cujo

trabalho é baseado numa metodologia ficcionada que varia constantemente de
formato. O objectivo nunca foi explicar aquilo que foi feito por eles, mas
fazer um novo desdobramento para cada um dos trabalhos, recorrendo à
compreensão, selecção e edição dos desdobramentos feitos inicialmente pelo
colectivo.

A grelha passou a ser definida pelo conteúdo e pelas propriedades narrativas
da edição do próprio. Neste caso, a importância do design reside no facto de
permitir, como ferramenta comunicativa, uma reinterpretação dos conteúdos e
uma revalorização daquilo que foi feito noutros moldes, além de dar maior
visibilidade à criação artística.

Foi muito enriquecedor trabalhar conteúdos ficcionais, lado a lado com os
membros do colectivo e dissipar a linha divisória que habitualmente se cria
entre designers e artistas.*
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*Lista de obras da exposição ANCOR (2004 -2009):*
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Ancor I, 2007, Dimensões variáveis, Ferro e Lacagem

Crisálida II, 2005/7, 160cm x 80cm x 60cm, dois contentores em ferro,
prensados

Crisálida (print), 2009, 150cm x 300cm, Impressão Digital s/ pano

Arte Quê?, 2005/9, 172cm x 112cm, Impressão digital s/ papel fotográfico

Yellow House, 2007, 100cm x 52cm, Impressão digital s/ papel fotográfico

Projecção de slides: (20/25) Slides
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*Biografia dos artistas:*
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*Cláudia Ulisses* (1967, Beira Alta), vive e trabalha em Lisboa. Em 1996
concluiu o curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes do Porto. Expôe
desde finais de 90, elegendo o vídeo, a fotografia e a instalação como meio
de expressão do seu trabalho. Das suas exposições destacam-se as seguintes:
ANCOR - 2004/07, Armaz. 3b, Lisboa - 2007. Moving Still, Ontario College of
Art and Design, Toronto - 2006. Video art Showcase, Museu do Chiado, Lisboa
- 2006. “Portuguese Screen - Video Art Show-Case”, LOOP´05, Internat.Video
Festival, Barcelona - 2005. “Del Zero al 2005. Perspectivas del arte en
Portugal”, Foundacion Marcelino Botín, Santander - 2005. “Toxic, O Discurso
do Excesso”, Terminal-Plano 21, Fundição de Oeiras - 2005. “Take me to
Portugal, Take Me To Spain”, The Netherlands Instituut voor Mediakunst:
Montevideo Time Based Arts, Amsterdam. VideoEvento- Accademia Internazionale
Arti e Media, Turin - 2005. “Portugal, 30 artists under 40”, Stenersen
Museum, Oslo - 2004. Cine y Casi Cine, Internat. Video Exhib. Museu del arte
Contemporanea de Vigo - 2003. “Cine y Casi Cine”, International Video
Exhibition,  Museu Nacional Reina Sofia, Madrid - 2003. "Bon Eke Mov/Freud's
Baby", Auditório da Fundação de Serralves - 2002. "Under Surveillance/Sob
Vigilância", Fáb. da Pólvora Barcarena, Oeiras - 2002. Plano XXI, Portuguese
Contemporary Art, Glasgow - 2000. Quartel, Arte, Trabalho, Revolução.

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*Colectivo EMBANKMENT *[Aida Castro, Jonathan Saldanha e Maria
Mire] Constituído desde 2005 este colectivo opera sobre situações
contextuais específicas, recriando um modus operandi que compreende uma
metodologia ficcionada. Para além da manipulação de arquivos e espólios,
frequentemente desdobra a realidade contextual na qual se insere. Estes
desdobramentos são motivados pelas intersecções das adesões individuais de
cada um dos elementos deste colectivo.

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*Dayana Lucas* (Caracas, 1987), estuda Design de Comunicação na Faculdade de
Belas Artes da Universidade do Porto e é membro da Associação Cultural
Calote Esférica.

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*Eduardo Brito* (Guimarães, 1977), estudou Direito em Coimbra e Lyon.
Estudou também História e Estética do Cinema, foi jornalista do Jornal
Universitário de Coimbra e, durante oito anos, locutor da Rádio Universidade
de Coimbra. Actualmente faz fotografia, trabalha na Sociedade Martins
Sarmento (Guimarães) e é professor convidado na Escola Superior de Teatro e
Cinema (Lisboa). Escreve o blog A Divina Desordem desde 2006.

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*Frederico Duar*te (Lisboa, 1971), licenciado em História na FCSH da
Universidade Nova de Lisboa (2000), pós-graduado em Ciências Documentais na
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2002). Bibliotecário de 2001
à 2006 no Instituto Franco-Português onde organizou em 2004 a série de
conferências sobre “A Condição Pós-Humana” e co-organizou em 2005 o colóquio
“Vigiar e Punir”. Gerente desde 2008 da Nouvelle Librairie Française.
Colabora ocasionalmente com o colectivo  Mecanosphère.


*Mais informações relativas à obra e percurso dos artistas:*

Cláudia Ulisses: claudiaulisses  gmail.com

Dayana Lucas: http://dayanalucas.tk/

EMBANKMENT: http://colectivoembankment.blogspot.com/
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*O contexto do Espaço Campanhã:*
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Desde 1999 até ao presente ano, os espaços alternativos ao circuito
comercial e institucional têm contribuído para uma maior oferta cultural na
cidade do Porto.

Estes espaços dirigidos por mais de duas dezenas de jovens artistas
plásticos, em colectivos formais ou informais, com programação dinâmica e
diversificada que contempla as artes plásticas, as artes performativas, a
música e a literatura, têm permitido que mais de uma centena de jovens
artistas, desenvolvam o seu trabalho e o apresentem de forma regular.

Localizado na zona de Campanhã, na cidade Porto, o Espaço Campanhã, iniciou
a sua actividade em Dezembro de 2008 com a exposição colectiva antes de
chegarem palavras de Mauro Cerqueira, André Sousa e Renato Ferrão, marcando
presença no mapa cultural da cidade e juntando-se a espaços como In.Transit,
Petit Cabanon, a Sala, Mad Woman in the Attic, Uma Certa Falta de Coerência
e Maus Hábitos, O Senhorio, Extéril, entre outros.


*O Programa de exposições do Espaço Campanhã:*

Durante o próximo ano, o Espaço Campanhã apresentará um número significativo
de obras, que darão conta das diversas práticas artísticas contemporâneas
como a pintura, escultura, desenho, banda desenhada, instalação, vídeo, som
ou performance, realizadas por jovens artistas, artistas emergentes e
artistas afirmados nos últimos vinte anos.


*A programação do Espaço Campanhã contempla:*

Exposições colectivas temáticas que pela reunião de um conjunto de obras, de
diferentes artistas, num mesmo espaço, nos permitirão ver e confrontar
diversas perspectivas da temática abordada,
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Exposições individuais que apresentam ligações ou propõem  um diálogo entre
trabalhos recentes e trabalhos realizados em anos anteriores,
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Exposições de projectos criados especificamente para o Espaço Campanhã e
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Mostras organizadas por colectivos de artistas, formais ou informais, cujo
corpo de trabalho contemple o pensamento, a criação e a  investigação
artística contemporânea.
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Paralelamente às exposições, serão apresentadas outras criações, do(s)
artista(s) patentes ou de artista(s) que não participam na exposição,
realizadas na mesma área de intervenção artística ou numa outra área
distinta, bem como conversas, debates ou conferências que permitam
empreender ou ampliar o campo de criação e reflexão artística e acompanhar o
pensamento contemporâneo.
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Em simultâneo e ou no intervalo entre duas exposições, o Espaço Campanhã
apresentará mostras de vídeo, performance, música e conferencias organizadas
pelos seus colaboradores.


*Próxima exposição: *04 de Junho de 2009

Colectivo "A Mula" – O Colectivo "A Mula", de Marco Mendes e Miguel
Carneiro, reunirá numa mostra de desenhos e murais, numa feira de
publicações de artistas e em conversas, um número significativo de criadores
de diferentes áreas (como o desenho, a banda desenhada, a ilustração, a
pintura, entre outras,) que adicionarão ao universo das artes plásticas
muitos outros universos singulares, inscrevendo no campo artístico múltiplas
realidades que nos darão conta de inquietações pessoais e ou sociais.

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-------------- próxima parte ----------
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