[ARENA] EXPO ESTA A MORRER E NAO QUER VER _ INAUGURACAO SABADO 11 ABRIL

Paulo Mendes paulomendes paulomendes.org
Quinta-Feira, 9 de Abril de 2009 - 12:41:07 WEST


Espaço Campanhã inaugura
11 de Abril _ Sábado _ 16H00

a exposição Está a morrer e não quer ver

Comissário: José Maia

com a participação de:  Ana Deus, André Cepeda, André Sousa, António
Caramelo, António de Sousa, Arlindo Silva, Beatriz Albuquerque, Carla
Filipe, Carlos Noronha Feio, César Figueiredo, Cristina Regadas, Der
Fehler, Eduardo Matos, Fidalgo de Albuquerque, Francisco Eduardo Roldão,
Isabel Ribeiro, Israel Pimenta, João Marçal, José Almeida Pereira, Luís
Figueiredo, Manuel Santos Maia, Marco Mendes, Mauro Cerqueira, Miguel
Carneiro, Nuno Ramalho, Paulo Mendes, Pedro Magalhães, Rita Castro Neves,
Samuel Silva + Bolos Quentes, Sónia Neves, Vera Mota, Teixeira Barbosa.


"(...) em “A Morte de Portugal”, de 2007, o escritor Miguel Real,
retrospectivamente analisa: «Desde a década de 1990, o aparelho de Estado,
privilegiando exclusivamente um sector da sociedades - a economia -,
desprezando fundo os valores morais e espirituais próprios da cultura
portuguesa, tem gerado na mente dos portugueses uma representação parcial
de si próprios, que, incapaz de se elevar à unidade de uma ideologia
estruturada e consolidada, se caracteriza pela passividade cívica,
compensada por uma hipervalorização do individualismo, assente na fórmula
amoral do "salve-se quem poder". Mistura de complexo pombalino com
arreigado individualismo americano, o projecto político português
caracteriza-se hoje, nos comecinhos do século XXI, pela exaltação
unidimensional do homem técnico, o homem-eficiente, o homem-contabilista,
o homem-robótico, desprovido de consciência histórica global, funcionando
exclusivamente segundo o duplo horizonte de raciocínios técnicos
quantitativos e consequentes objectivos. Não são políticos os nossos
governantes de hoje, mas técnicos, robots substituíveis uns pelos outros,
possuindo o mesmo vocabulário, aplicando invariavelmente o argumentário da
eficiência de custos e proveitos, totalmente desacompanhados de uma
dimensão cultural e espiritual para a sociedade. Não temos já "patrões",
mas empresários; "doentes" não existem já, mas "utentes dos hospitais",
como se ir ao hospital fosse o mesmo que entrar num transporte público, e
os médicos viraram "técnicos de saúde pública"; os "trabalhadores" são
agora "recursos humanos" da empresa e os "gerentes", a maioria de barriga
gorda de cerveja, administradores; os professores tornaram-se "técnicos de
educação", os funcionários públicos "técnicos de administração local,
regional ou nacional"; os "contínuos" das escolas pertencem ao quadro
técnico do "pessoal auxiliar", as criadas "empregadas domésticas", os
operários são técnicos disto e daquilo. Todos somos "técnicos",
realçando-se em cada "técnico" menos o seu lado humano e mais o seu lado
"eficiente" - esta é a única qualidade que interessa aos senhores do
Estado, medindo-se o valor de cada cidadão, segundo sinais dados pelo
governo José Sócrates - Cavaco Silva, não pelas suas qualidades humanas,
pelo seu estado ou condição, mas pelo grau de "eficiência" técnica e
económica realizado.» (...)"
(José Maia - excerto do texto de apresentação da exposição)



Está a morrer e não quer ver
de 6ª feira a Sábado das 15H às 20H
11 de Abril até 01 de Maio (Dia do Trabalhador)

25 de Abril, (Dia da Revolução,)  às 18H30
Concerto “Hinos para a Europa dos 27” por Marçal dos Campos

Espaço Campanhã
Rua Pinto Bessa 122 – Armazém 4. (atrás do BANIF)_4300-472 Porto
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